quinta-feira, 24 de abril de 2014


Vontade de passar a mão por dentro da pele e da carne do meu peito esquerdo,
Furar as grades de ossos do meu tórax e chegar até onde mora o meu coração.
Queria colocá-lo no colo, adular suas batidas e dizer que ele é bom, que me dá orgulho e que ainda haverá o dia em que será completamente feliz.

Se eu pudesse, desfaria com mil dedos os nós que andaram lhe dando, 
soltaria suas tranças, desembaraçaria suas raízes...

Essa noite de outono, eu dormiria abraçada com meu coração
E na completude de nossa solidão, haveriam promessas e lembranças.
E na dignidade de nossos valores e esperanças
Madrugada adentro, nos amaríamos.

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