sexta-feira, 24 de junho de 2016

BICHO EU

Eu sou um bicho estranho, tão dado quanto arredio. Você não me conhece o suficiente, seja quanto tempo ou intensidade tenha convivido comigo.
Todo esse amor que eu dou é seu! É presente! Aprendi a não esperar nada de volta.
Minhas fibras fazem um lençol quente demais para o frio de tantas almas, algumas deitam e eu tento sará-las, outras se debatem, outras nem ousam tocar meu rastro.

Me aceito completamente. Vivo comigo faz séculos. Respeito meus pormenores como respeito minhas grandiosidades.Poesia boa é assim, cheia de subtextos!
Quem te deu o mapa da minha emotividade pra você achar que ele é seu, que sabe alguma coisa sobre meus sentimentos profundos?
Tudo bem, eu faço as malas, que estradas não me assustam. O que me assusta é permanência desconfortável.

Sou quase um daqueles bichos mitológicos: ninfa que se transforma em monstro, princesa que tem aparência de cisne, metade gente metade encantada...
Pode ficar em paz na sua jornada. Não ocupo, por muito tempo, um lugar que não me é cabível!
Escolho sempre ser antídoto, nunca veneno!
Fico então só comigo, que comigo me entendo.

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